Mobilidade fluvial elétrica solar · Alto Solimões

Tirar o diesel do rio começa por uma rota que já existe e alguém já paga

Proposta base para a construção dos primeiros módulos de embarcação, do software de testes e das primeiras rodagens dos motores elétricos solares, tendo como prova de conceito o transporte diário de mais de 200 professores da rede municipal de Benjamin Constant às comunidades do Beiradão — operação que a Prefeitura já custeia em combustível fóssil e que aceitou ceder como campo de prova.

Benjamin Constant · AMTríplice fronteira Brasil–Peru–Colômbia
6 instituiçõesUFAM · SEMCTI BC · MCTI · FluviVerde · Boto Elétrico · DataB
36 mesesTrês fases: protótipo · rodagem · industrialização
OrigemReunião técnica de 23/07/2026
Sumário executivo

O que se pede, e por que agora

Existe hoje, em Benjamin Constant, uma coincidência rara: um produto em desenvolvimento, uma embarcação desenhada para recebê-lo, uma rota diária de uso intensivo com orçamento público já alocado em combustível, e um município a três comunidades de completar a eletrificação de todo o seu território. Essa coincidência é o que transforma um protótipo de laboratório em prova de conceito verificável.

O Boto Elétrico é uma unidade de propulsão: um motor elétrico de popa de peso reduzido, com carregamento fotovoltaico e dois bancos de bateria em rodízio — um trabalha enquanto o outro carrega, o que dá operação contínua sem depender de combustível fóssil. A unidade é pequena, padronizada e removível de propósito, porque ela tem duas vidas: pode ser vendida avulsa ao canoeiro, que compra uma, e pode ser agrupada em conjuntos para mover embarcações maiores. Não é inovação radical, e isso é deliberado: é combinação de tecnologias maduras, na mesma lógica que consagrou produtos que reorganizaram mercados sem inventar nenhuma de suas partes.

A FluviVerde é a embarcação modular que recebe esses conjuntos: módulos de até seis metros que se acoplam como vagões de trem, podendo ser câmara fria, passageiros ou carga, montando o comboio conforme a demanda do dia. E aqui está o ponto que define a arquitetura: cada módulo tem seu próprio sistema de propulsão, com um conjunto de unidades pequenas — não um motor grande no comboio inteiro. Acoplar um módulo acrescenta arrasto, mas acrescenta também as suas próprias placas, o seu próprio banco e os seus próprios motores, de modo que o comboio cresce sem perder potência específica e continua governável se uma unidade falhar. O contraste é o batelão atual, que queima cerca de 25 mil litros de diesel por viagem mesmo navegando vazio, e que por isso só opera de três a quatro meses por ano, na cheia.

A DataB entra com a camada que falta e que quase nunca é orçada: o software que mede. Sem instrumentação, uma rodagem de motor produz impressão, não dado — e sem dado não há certificação, não há comparação honesta com o rabeta a diesel, e não há argumento para escalar.

200+
professores transportados todo dia útil às comunidades do Beiradão
6
barcos de 22 lugares na operação atual, com prestador de serviço contratado
25 mil L
de diesel queimados por viagem de batelão, mesmo indo vazio
2 de 3
municípios do Amazonas ficam fora da calha principal, nos rios de acesso
Definição de produto

O produto não é um motor por embarcação — é uma unidade pequena que se multiplica

Este é o ajuste que reorienta o projeto, e ele veio da operação real, não do projeto de engenharia.

O batelão do Alto Solimões não navega com um motor grande. Navega com seis motores rabeta de haste longa, que são os que funcionam em rio raso, e os operadores preferem o modelo de 13 HP ao de 15 HP por economia de combustível. Ou seja, a prática ribeirinha já resolveu o problema da forma certa: potência somada em unidades pequenas, e não concentrada em uma só.

A consequência para a definição de produto é direta. O item a ser industrializado é uma unidade de propulsão removível e padronizada — sempre a mesma, saia ela da linha para qual destino for. Vende-se uma a quem tem canoa de alumínio, uma a quem tem canoa de madeira, quatro ou seis a quem tem batelão, e duas a cada módulo FluviVerde que sair do estaleiro. O mesmo produto atende do pescador ao transportador de carga, e é essa unicidade que dá escala industrial a uma linha de montagem: um único item em produção, um único estoque de peças, uma única assistência técnica a formar na ponta.

Vale insistir no que isso significa a bordo. Um comboio FluviVerde de quatro módulos não tem um sistema de propulsão — tem quatro sistemas independentes, cada um com seus motores, seu banco de baterias e suas placas. Perder uma unidade não imobiliza o comboio, e desacoplar um módulo não deixa nenhuma das partes sem propulsão: cada módulo navega sozinho se precisar. Numa região onde a assistência técnica mais próxima pode estar a um dia de viagem, essa redundância não é refinamento de projeto, é condição de operação.

Camada 1 · Boto Elétrico

Unidade de propulsão

Motor elétrico de popa leve, com dois bancos de bateria em rodízio e recarga fotovoltaica. Alvo inicial: substituir o rabeta de 13 HP em canoa de 5 m, 4 a 5 pessoas, 100 a 150 kg de carga. Vendida avulsa ao canoeiro ou agrupada em conjuntos nas embarcações maiores — é sempre o mesmo item.

Camada 2 · FluviVerde

Módulo naval autopropelido

Casco modular de até 6 m (5,9 × 3,5 m), acoplável em comboio. Cada módulo carrega o seu próprio conjunto de unidades de propulsão, o seu banco de baterias e as suas placas — navega sozinho ou acoplado. Configurações: passageiros, carga seca e câmara fria.

Camada 3 · DataB

Software que mede

Telemetria embarcada nas rodagens e simulador de configuração de comboio. Um alimenta o outro: o dado de campo calibra a simulação, a simulação prevê o que ainda não foi construído.

Prova de conceito

A rota dos professores do Beiradão

A Prefeitura de Benjamin Constant, por meio da SEMCTI e da Secretaria Municipal de Educação, manifestou aceite em ceder essa operação como campo de prova. É o piloto ideal, e por um motivo contábil antes de ambiental.

A Secretaria de Educação já paga o combustível desses seis barcos. Eletrificar a frota não cria uma despesa nova — substitui uma despesa existente. Isso desloca a conversa do terreno do investimento ambiental, que disputa orçamento com tudo, para o terreno da economia corrente, que se paga. E a rota é diária, com horário fixo, mesma origem e mesmos destinos: as condições ideais para medir consumo, autonomia e degradação de bateria com rigor estatístico ao longo de um ano letivo inteiro.

Some-se a isso que Benjamin Constant está a três comunidades de ser o primeiro município da Amazônia com 100% das comunidades eletrificadas. Onde há eletrificação comunitária há ponto de recarga possível, e o modelo de dois bancos em rodízio deixa de ser um artifício de autonomia para virar infraestrutura distribuída de fato.

Ressalva metodológica. Os quilômetros, os tempos de motor e o consumo atual de combustível dessa rota ainda não foram levantados oficialmente. A calculadora abaixo roda com estimativas técnicas declaradas, e a primeira tarefa de campo do projeto é justamente substituí-las pelos dados da Secretaria de Educação e pelas notas de abastecimento do prestador de serviço. Todo número desta página traz o selo da sua procedência.
Cálculo real

Quanto essa rota economiza, em litros, em reais e em carbono

Modelo aberto e parametrizado. Altere qualquer entrada e os resultados recalculam na hora — a página foi feita para ser usada dentro da reunião, com a Prefeitura corrigindo os números na tela.

Entradas

Resultados anuais

—
litros de combustível deixados de queimar por ano
—
toneladas de CO₂ equivalente evitadas por ano
—
gasto atual da Secretaria com combustível
—
custo anual de energia no cenário elétrico
—
economia líquida anual da rede municipal
—
retorno simples do investimento em motores e geração
—
energia elétrica demandada por ano
—
potência fotovoltaica a instalar para a fração solar
—
unidades de propulsão na frota, todas do mesmo modelo
—
potência instalada por embarcação, somada nas unidades

Memória de cálculo e fatores adotados

ParâmetroValorOrigemComo será substituído
Frota e lotação6 barcos × 22 lugares confirmado reunião 23/07 Contrato do prestador de serviço da SEMED
Horas de motor/dia4,0 h estimado Diário de bordo instrumentado, Fase 1
Consumo do rabeta 13 HP2,8 L/h estimado faixa usual 2–3 L/h Ensaio de bancada + notas de abastecimento
Fator de emissão2,27 kg CO₂/L consolidado gasolina automotiva Ajuste se o combustível for diesel (2,68 kg/L)
Irradiação em Benjamin Constant4,3 kWh/kWp·dia estimado latitude −4,4° Série do INPE/LABREN para o município
Arranjo de propulsão2 unidades por embarcação estimado análogo às 6 rabetas do batelão Ensaio de empuxo com o casco carregado
Potência por unidade3,0 kW a confirmar Curva de empuxo × potência do motor Boto Elétrico
Custo por unidadeR$ 32.500 estimado motor, controlador e 2 bancos Cotação de componentes na ZFM

O modelo é deliberadamente conservador: não contabiliza a manutenção do motor a combustão, que em rabeta de uso diário é recorrente e cara, nem o custo logístico de levar combustível a comunidade isolada, que é o que de fato encarece o litro no Alto Solimões. Ambos entram na versão calibrada, depois da Fase 1, e ambos empurram o retorno para baixo.

Software de testes · parte 1

O simulador já existe e já roda com física real

Não é maquete nem animação. É um simulador de navegação em que o comboio consome energia segundo um modelo de arrasto hidrodinâmico, e as placas geram segundo a elevação do sol e o fator de nuvem ao longo de um ciclo de dia completo.

FluviVerde — Navegação Solar

O empurrador leva 22 placas de 550 Wp e 47 kWh de banco; cada vagão acoplado acrescenta 18 placas e 22 kWh, mas também arrasto, o que derruba a velocidade máxima e eleva o consumo. A geração acompanha a elevação solar; à noite não há geração, e ou há bateria ou o comboio desce na correnteza esperando o sol. É esse compromisso — carga contra autonomia contra hora do dia — que o simulador existe para tornar palpável.

Abrir o simulador →
O que já é real Balanço energético fechado: geração = nº de placas × 550 Wp × irradiância × rendimento; consumo cresce com a velocidade e a massa do comboio; motores saturam na potência de placa.
O que precisa de dado oficial Curva real do motor Boto Elétrico, coeficiente de arrasto do casco FluviVerde medido em ensaio, e o traçado verdadeiro da rota dos professores com suas distâncias.
Para que serve na proposta Permite responder, antes de cortar chapa, quantos módulos e quantas placas uma rota específica exige — e apresentar isso a financiador e a comunidade de forma inteligível.
Software de testes · parte 2

A instrumentação que transforma rodagem em dado

As duas peças de software são a mesma peça em dois momentos: a bancada mede o mundo, o simulador prevê o mundo, e o erro entre os dois é o que calibra o projeto.

Aquisição

Telemetria embarcada

  • Tensão, corrente e potência instantânea por banco de bateria
  • Temperatura das células e do controlador
  • Rotação do motor e estimativa de empuxo
  • GPS com velocidade sobre o fundo e traçado
  • Geração fotovoltaica instantânea e acumulada
  • Registro local com sincronização quando houver rede
Análise

Painel de rodagens

  • Wh por quilômetro navegado, por trecho e por carga
  • Autonomia real contra autonomia nominal
  • Curva de degradação dos bancos ao longo dos ciclos
  • Comparativo direto contra o rabeta a diesel na mesma rota
  • Relatório mensal para a Secretaria de Educação
Realimentação

Calibração do simulador

  • Coeficiente de arrasto ajustado ao casco medido
  • Curva de eficiência do motor substituindo a estimativa
  • Irradiação local substituindo a série genérica
  • Previsão de autonomia para configurações ainda não construídas
Por que isso não é acessório. Financiador de bioeconomia e órgão certificador não compram narrativa de economia de combustível: compram série histórica medida. A instrumentação é o que converte um piloto bem-sucedido em documento de captação — e é também o que protege o projeto no caso contrário, mostrando com precisão onde o desempenho ficou abaixo do previsto e por quê.
Plano de execução

Três fases, do primeiro módulo à linha de montagem

Estrutura de curto, médio e longo prazo pactuada como primeira ação da reunião de 23 de julho, para validação e complemento com os dados técnicos que só a equipe do Boto Elétrico detém.

Fase 1 · Primeiros módulos e bancada

0–6 meses

Construir o mínimo verificável e instrumentá-lo antes de qualquer promessa de desempenho.

  • Levantamento oficial da rota dos professores junto à SEMED: distâncias, tempos, consumo e notas de abastecimento
  • Construção de dois módulos FluviVerde de 5,9 × 3,5 m, em configuração de passageiros, cada um com sistema de propulsão próprio
  • Montagem de seis unidades de propulsão idênticas: quatro embarcadas nos dois módulos e duas para ensaio avulso em canoa de alumínio e de madeira — a mesma unidade nos dois usos, que é o que se quer provar
  • Ensaio de bancada das unidades com levantamento da curva de empuxo, consumo e temperatura, individualmente e em conjunto
  • Implantação da telemetria embarcada e do painel de rodagens
  • Consulta de engenharia naval e enquadramento junto à Marinha para embarcação de passageiros
  • Dois pontos de recarga fotovoltaica comunitários

Fase 2 · Rodagem em operação real

6–18 meses

Um ano letivo inteiro de operação medida, com a frota convivendo em regime misto.

  • Substituição progressiva dos seis barcos da rota escolar, começando por dois
  • Operação assistida com registro diário e relatório mensal à Secretaria de Educação
  • Calibração do simulador contra a série medida e publicação da versão validada
  • Formação de operadores e de assistência técnica local em Benjamin Constant
  • Extensão do ensaio a uma segunda aplicação: embarcações de apoio ao beneficiamento do pirarucu
  • Abertura da empresa em Benjamin Constant com alvará, taxa de localização e inscrição municipal pela Prefeitura

Fase 3 · Duas unidades produtivas

18–36 meses

Passar de unidades montadas para capacidade instalada. São duas fábricas distintas, com naturezas industriais diferentes, e tratá-las como uma só é o erro que emperraria as duas.

  • Estaleiro de módulos, em Benjamin Constant — construção naval de casco, convés e cobertura dos módulos FluviVerde. Insumo majoritariamente nacional, mão de obra local formável, e proximidade obrigatória da água e do cliente, porque módulo pronto não se transporta barato.
  • Fábrica de unidades de propulsão — linha de montagem de um único item padronizado, com componentes importados que pedem regime tributário adequado. Ancoragem provável na Zona Franca de Manaus, com unidade em Benjamin Constant conforme avance a suframação do município.
  • Rota logística por Belém com unidade em Benjamin Constant, economizando cerca de 15 dias, mais 5 se a unidade já estiver instalada
  • Assistência técnica e estoque de peças de uma única unidade padronizada, replicáveis por toda a rede
  • Replicação pelo consórcio AMIRAL/Solimões e pela rede de associações de manejadores
  • Abertura para o mercado transfronteiriço: Letícia, Iquitos e o turismo de selva da tríplice fronteira
Por que duas fábricas e não uma. O estaleiro é obra naval: intensiva em espaço, em solda e laminação, em mão de obra formada localmente, e tem de ficar à beira d'água. A fábrica de motores é eletroeletrônica: intensiva em componente importado, em bancada de teste e em controle de qualidade unitário, e o que a define é o regime tributário dos insumos. Uma pede terreno em Benjamin Constant; a outra pede Zona Franca. Cada uma escala no seu próprio ritmo — e a de motores escala muito além da frota FluviVerde, porque o mercado dela é toda canoa que hoje roda com rabeta.
Cálculo de desenvolvimento

O que custa chegar ao fim da Fase 2

Estimativa técnica preliminar por rubrica, montada de baixo para cima. Serve para dimensionar o instrumento de captação adequado — não substitui cotação formal, que é entrega da própria Fase 1.

RubricaMemóriaFase 1Fase 2
Módulos FluviVerde2 módulos 5,9 × 3,5 m na Fase 1; mais 4 na Fase 2 — casco, convés e cobertura, sem propulsão360.000680.000
Unidades de propulsãoMotor, controlador e 2 bancos em rodízio, a R$ 32.500 a unidade: 6 na Fase 1 (4 embarcadas + 2 avulsas para ensaio em canoa) e 16 na Fase 2195.000520.000
Recarga fotovoltaica2 pontos comunitários na Fase 1; mais 3 na Fase 2180.000240.000
Instrumentação embarcada12 conjuntos de telemetria e sensores96.00072.000
Desenvolvimento de softwareTelemetria, painel de rodagens e calibração do simulador180.000150.000
Engenharia naval e conformidadeProjeto, ensaio e enquadramento junto à Marinha90.00060.000
Equipe e bolsasCoordenação, técnicos e bolsistas UFAM120.000300.000
Operação assistida e formaçãoOperadores, assistência técnica local e deslocamentos40.000180.000
Subtotal por fase1.261.0002.202.000
Total Fases 1 e 2 (36 meses até o fim da rodagem)R$ 3.463.000

Valores em reais correntes, sem custos indiretos de fundação de apoio, que variam de 7% a 12% conforme o instrumento e a instituição. A contrapartida municipal — alvará, taxa de localização, inscrição municipal, terreno e a própria cessão da rota escolar como campo de prova — não está monetizada nesta tabela e representa parcela relevante do custo evitado.

Rota de captação

Prioritário

FINEP Startup e FINEP Bioeconomia

Instrumento mais aderente ao estágio e ao valor das Fases 1 e 2, com a EMBRAPII Bioforest como parceira executora — mais próxima da bioeconomia do que institutos de base tecnológica geral.

Estruturante

MCTI e emendas

Sensibilização para o componente de infraestrutura da Fase 3 — estaleiro-modelo e linha de motores — onde o instrumento de fomento à inovação isolado não alcança.

Complementar

Cooperação internacional

BID, NOREC e CLUA operam em faixa de small grant: não sustentam a fase industrial, mas financiam bem formação, intercâmbio e a extensão transfronteiriça a Letícia e Iquitos.

Governança

Quem faz o quê

Arranjo de seis partes com divisão explícita de responsabilidade. O desenho protege o que cada uma faz melhor e evita que a burocracia consuma o tempo de quem deveria estar desenvolvendo produto.

UFAM
INPACTAS

Universidade Federal do Amazonas · INPACTAS

Coordenação técnica, captação, gestão administrativa, financeira, jurídica, contábil e tributária, e a incubação das duas empresas. Sedia o laboratório e as bolsas.

SEMCTI
BC

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação · Benjamin Constant

Articulação municipal, cessão da rota escolar como campo de prova, alvará, taxa de localização, inscrição municipal e terreno para a unidade produtiva.

MCTI

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Articulação institucional e sensibilização para o financiamento estruturante, com ligação às agendas de bioeconomia e de desenvolvimento da Amazônia.

BOTO
ELÉTRICO

Boto Elétrico

Concepção e desenvolvimento da unidade de propulsão, arquitetura dos bancos em rodízio, padronização do item para venda avulsa e em conjunto, rede técnica e captação. Coordenação de Jean Viterbo e Marcondes. Titular da futura fábrica de motores.

FLUVI
VERDE

FluviVerde

Concepção e construção dos módulos navais, arranjo do comboio e integração dos conjuntos de propulsão a cada módulo. Coordenação de Charlene. Titular do futuro estaleiro de módulos.

DATA B

DataB

Desenvolvimento do software: telemetria embarcada, painel de rodagens, calibração e manutenção do simulador de configuração de comboio.

Lacuna declarada. Não há engenheiro naval na UFAM em Benjamin Constant, e o apoio solicitado internamente ainda não foi atendido. Duas frentes não excludentes estão abertas: consultar docente da UFAM com formação na área e acionar a rede técnica trazida pelo Boto Elétrico. Enquanto isso não se resolve, o projeto não deve prometer prazo de embarcação de passageiros homologada.
Próximos passos

Cinco tarefas para destravar

Lista curta de acompanhamento do grupo, cada item de uma linha, com responsável nomeado.

1
Levantar a rota oficial dos professores — distâncias, tempos de motor e notas de abastecimento, junto à Secretaria de Educação.Pedro · SEMCTI
2
Enviar a ficha técnica do motor — curva de empuxo, consumo, peso e capacidade dos bancos, para substituir as estimativas do modelo.Viterbo · Marcondes
3
Consultar engenharia naval — docente da UFAM com formação na área e rede técnica do Boto Elétrico, em paralelo.Pedro
4
Decidir a abertura da empresa em Benjamin Constant — a oferta da Prefeitura está de pé; falta a decisão da equipe.Viterbo · Marcondes
5
Definir o instrumento de captação da Fase 1 — FINEP Startup ou Bioeconomia, com a EMBRAPII Bioforest como parceira.Pedro · Eliomar